De volta a Barcelona

É incrível como a impossibilidade de viajar nos dá ainda mais vontade o fazer, mas dá-nos também tempo para recordar os sítios por onde passámos.  

A primeira vez que visitei Barcelona foi em 2013. Foram 3 dias que me fizeram render à cidade, percorrendo praticamente todos os pontos turísticos e obrigatórios. Desta vez, a visita foi mais curta mas, ainda assim, a escala na capital da Catalunha para Menorca deu-me oportunidade de a revisitar com calma, sem a pressa de querer conhecer tudo.

Houve tempo para me demorar no Arc de Triomphe antes de começar a chover a cântaros; para fazer uma longa pausa na Plaza del Rei; para passear calmamente na Rambla até ao monumento a Colón; de beber um café junto à Sagrada Família e apreciar a beleza e evolução nestes últimos 6 anos.

The Sopa Boba

Andei pelas avenidas intermináveis perto de 20 minutos e, com o auxílio do Google Maps, cheguei ao restaurante em mente naquele que seria o único jantar da minha curta passagem por Barcelona.

“Tem reserva?” Não, não tinha. “Então não dá, temos todas as mesas reservadas até ao final do mês.” Na altura, estávamos no início de outubro de 2019. Desanimada e sem vontade de percorrer o caminho de volta ao hotel com o estômago vazio, o funcionário teve a amabilidade de recomendar outro restaurante ali perto, disse ele, “do mesmo tipo”. Por sorte, havia uma mesa livre e a sugestão não desiludiu nem um pouco.

 

Barcelona não me desilude, não me cansa. Gosto de andar pelas ruas e sentir-me quase como num museu a céu aberto. Há tanto para ver e fazer. Pena que seja sempre com tão pouco tempo, por mim ficava mais uns dias. Desta vez, ainda bem que não aconteceu. No dia seguinte a regressar a Portugal, começaram os tumultos a propósito da já conhecida vontade de independência da Catalunha. Mal sabia eu que, um ano depois, Barcelona iria voltar ao caos, agora por conta de uma pandemia.