MEO Sudoeste 2016

Este ano fui, pela segunda vez consecutiva, ao MEO Sudoeste, na Zambujeira do Mar, concelho de Odemira.

Como não estava nos meus planos acampar no recinto e também não queria estar a fazer mais de 100 km durante 5 dias, resolvi ir ao festival, que celebrou a sua 10ª edição, apenas dois dias.

No primeiro dia (terceiro do festival), assisti aos espetáculos de C4 Pedro, Seu Jorge, Damian Marley e Kura. Já tinha assistido a C4 Pedro e Kura ao vivo, os restantes, vi pela primeira vez.

Tinha uma grande expectativa pelo espetáculo de Seu Jorge que, apesar de não me ter desiludido, não foi o melhor da noite, esse lugar coube a Damian Marley, que me surpreendeu bastante, ainda que não seja propriamente o meu género musical preferido. O jamaicano deu um grande concerto, com muita energia, transmitindo felicidade em todas as suas músicas.

No palco Moche Room, com Curadoria Orelha Negra, de quem mais gostei foi de Profjam, que mostrou a quem ainda duvida que o que se faz em Portugal a nível musical – neste caso particular, hip hop – também é bom (e recomenda-se!).

O quarto dia do festival contou com nomes como NBC, Diogo Piçarra, James Morrison, Sia, Steve Aoki, Landrik ou Von di Carlo. O primeiro a abrir o palco MEO foi o farense Diogo Piçarra, que no ano anterior atuou no palco secundário. Na minha opinião, foi o melhor concerto do artista, onde não faltaram os seus convidados (alguns) já habituais: Isaura, RealPunch e Karetus.

James Morrison foi o que se esperava: um concerto relativamente calmo mas apaixonante, que não desiludiu quem o queria ver (como era o meu caso).

Seguiu-se Sia. Sia... O que dizer do espetáculo da artista australiana? Do outro mundo! Para mim, o melhor do Sudoeste! Com Sia tudo é pensado ao pormenor. Apesar de a artista não se notar muito em palco – como sabemos, aparece sempre de cara tapada e o foco do seu concerto não é ela – a sua voz é melodia, os dançarinos e as coreografias são o que se pode chamar de perfeitas.

O festival tem vindo sempre a melhorar em termos de recinto – que considero um dos melhores em Portugal – e está cada vez mais "verde": este ano os copos de plásticos descartáveis foram substituídos por uns reutilizáveis. A roda gigante, como em outros festivais, teve sempre muita afluência e os visitantes, nomeadamente os campistas, não perderam a oportunidade de visitar a vila da Zambujeira do Mar e as suas magníficas praias.