Gerês: o bosque encantado

 

 

Primeira viagem do ano: Parque Nacional Peneda-Gerês. Rumei ao Norte de Portugal para conhecer este lugar. Já lá tinha estado, em 2012, para passar uma tarde de verão diferente e fugir – pensava eu – à confusão das praias. Não deu para conhecer muito mas lembro-me de ter gostado e de pensar "tenho de voltar um dia com mais calma". E assim foi.

Acolheu-me por duas noites a Pousada Caniçada-Gerês, que tem uma vista incrível e, antes de começar a explorar o Parque, deixem-me que vos diga: vão comer melhor em qualquer sítio do Norte do país do que num mês inteiro em casa. Portanto, esqueçam lá as dietas e aproveitem a comida local que é divinal.

Não tinha um itinerário definido para este passeio. Tinha apenas quatro pontos que queria visitar: Portela do Homem, Cascata do Arado, Ponte de Mizarela e o Santuário de São Bento da Porta Aberta.

1. Portela do Homem

A primeira paragem escolhida foi na fronteira, a Portela do Homem, onde passa uma via romana que liga Portugal a Espanha. Devo dizer que o mais bonito deste local é mesmo o (difícil) percurso pela Mata da Albergaria porque o sítio em si, além dos cavalos que por lá andam, não tem nada de muito especial.

2. Cascata do Arado

Vamos já deixar uma coisa clara: existem centenas de cascatas no Gerês. E todas elas bonitas, umas maiores, outras mais pequenas ou mesmo quase impercetíveis. É essa a beleza do Gerês no inverno/primavera. Não se limitem a dar atenção apenas às mais conhecidas. Pronto, podemos continuar.

Vale realmente a pena subir a assustadora escadaria que dá acesso a um pequeno miradouro para a Cascata do Arado, perto de uma pequena vila chamada Ermida, onde consegui beber o meu café sagrado e temi pelo meu carro quando vi um boi a ir em direção a ele. Tudo é possível no Gerês.

3. Cascata do Tahiti

Outra das cascatas mais conhecidas do Parque Nacional do Gerês. Admito que fui lá parar um bocado por acaso, mas eu ia parando em 90% das cascatas que encontrava por isso não é assim tão estranho...

4. Ponte da Mizarela

Mais conhecida pela Ponte do Diabo. Só para tornar a coisa um pouco mais medonha, só consegui lá chegar de noite, por isso não há fotografias. Mas correu tudo bem.

5. Santuário de São Bento da Porta Aberta

Último dia. Depois de fazer o check out no hotel, lá fui visitar o Santuário de São Bento da Porta Aberta, o segundo maior santuário português depois de Fátima e o seu nome deve-se ao facto de as suas portas estarem sempre abertas para abrigar os viajantes.

Além de alguma chuva no dia anterior, a viagem estava a correr – demasiado – bem. Depois de estacionar o carro perto do santuário/basílica eis que... reparo que trouxe a chave do quarto da Pousada. Apenas um contratempo que me obrigou a fazer uns quilómetros a mais antes de seguir para o próximo destino: o Parque Natural da Serra da Estrela, mas isso fica para um próximo artigo.