Festival Med 2017

Tal como prometido, voltei a Loulé e ao Festival Med.

Como já tinha referido no artigo do ano passado, o Med é mais do que um festival de música. O Med é histórias, é uma mistura de culturas – que, tal como no passado, se cruzam no Algarve – é artesanato, é comer iguarias distribuídas pelas ruas apertadas do centro histórico da cidade.

Os algarvios (e não só, são muitos os estrangeiros presentes no evento) provaram, mais uma vez, que gostam do que é alternativo e de dançar ao som dos ritmos do mediterrâneo.

Fotografia de D+Photos

Na primeira noite (29 de junho), Ana Moura deu as boas-vindas aos milhares de pessoas presentes no recinto. Há quem não considere a presença da 'diva do Fado' adequada ao festival que nos habituou à surpresa de não saber e não conhecer o que vai ouvir porque, quem lá vai, vai pela experiência de uma música nova, de um ambiente descontraído e familiar.

Independentemente disso, acho que o festival que já acontece há mais de uma década tem de se reinventar – mas sem perder a identidade – e trazer público novo que ainda não conhece um dos maiores eventos musicais algarvios.

É impossível falar de todas as atuações – são tantas e ao mesmo tempo! Cada uma diferente, cada uma especial à sua maneira e de certeza que há uma para cada gosto, sendo que a última atuação de cada dia é de música eletrónica. Um DJ por noite que põe toda a gente a dançar no largo da igreja Matriz, quer seja o português Branko, conhecido por ter feito parte dos Buraka Som Sistema, ou H.A.T. com as suas sonoridades e origens marroquinas.

O Med faz-se também de atuações de novos artistas naturais do Algarve, e que não desiludem, como o fadista André Catarino ou a alternativa Sara Lawrance & The Bullets. Esta é a magia do Med: se és diferente, há lugar para ti! Não tivesse o festival ganho o prémio de melhor festival de média dimensão nos Iberian Festival Awards 2017.

Destaque ainda para os Órquestrada (Portugal) que animaram o público com as suas músicas populares urbanas e as acústicas de Luiz Caracol. Os italianos Canzoniere Grecanico Salentino também brindaram o público presente com a sua sonoridade animada e Boogat (Canadá/México) com um rap interventivo, não esquecendo os Throes + The Shine (Portugal/Angola) que fizeram do palco do Castelo uma grande festa!

Fotografia de D+Photos